Pesquisadores desenvolveram uma membrana de grafeno poroso com desempenho promissor na separação seletiva de dióxido de carbono (CO₂) de misturas gasosas.
Um estudo investigou o desempenho de compósitos cimentícios incorporados com óxido de grafeno (GO) quando expostos a ambientes agressivos, ricos em sulfato.
Um estudo publicado na revista ACS Applied Nano Materials, em 2020, investigou o desempenho de compósitos cimentícios incorporados com óxido de grafeno (GO) quando expostos a ambientes agressivos, ricos em sulfato. O trabalho, intitulado “Graphene Oxide-Enhanced Cementitious Materials under External Sulfate Attack: Implications for Long Structural Life”, demonstra que a adição de GO pode, significativamente, mitigar os danos causados por ataques de íons sulfato, um dos principais mecanismos de degradação de estruturas de concreto em ambientes industriais e marítimos. Utilizando métodos como difração de raios X, espectroscopia Raman, microscopia eletrônica de varredura (MEV) e ensaios de resistência mecânica, os pesquisadores observaram que o GO reduz a porosidade da matriz cimentícia e impede a formação de fases expansivas como etringita secundária. Isso resulta em um comportamento mecânico mais estável ao longo do tempo e maior durabilidade estrutural.
O óxido de grafeno atua como agente de reforço a nível nanométrico, melhorando a compactação da matriz e promovendo interações com os produtos de hidratação do cimento Portland. Os resultados indicam que a adição de apenas 0,05% de GO em massa de cimento já é suficiente para produzir melhorias significativas na resistência à compressão e à penetração de íons agressivos, sem comprometer a trabalhabilidade da mistura.
O artigo original pode ser acessado pelo seguinte link: Graphene Oxide-Enhanced Cementitious Materials under External Sulfate Attack: Implications for Long Structural Life | ACS Applied Nano Materials